Audiência descarta dívida de R$ 10 milhões entre Prefeitura de Timóteo e hospital

TIMÓTEO – Foi realizada, na noite desta segunda-feira (23), uma audiência pública na Câmara Municipal de Timóteo com o objetivo de discutir uma suposta dívida da Prefeitura com a Associação Hospitalar Beneficente do Brasil (AHBB), estimada em cerca de R$ 10 milhões. O valor estaria relacionado ao Contrato de Gestão Emergencial nº 001/2025, firmado para o gerenciamento, operacionalização e execução dos serviços de saúde no Hospital e Maternidade de Timóteo.
Durante a audiência, convocada a partir de requerimento do presidente da Casa, vereador Adriano Alvarenga, foram apresentados dados pela Gerência do Fundo Municipal de Saúde que indicam não haver qualquer pendência financeira do município com a atual gestora, a AHBB. A secretária de Saúde, Erica Ferreira, afirmou que a instituição não apresentou um memorial descritivo que comprove a dívida alegada. “Mostramos aqui, com fatos, números e dados, que essa dívida não existe”, declarou.

Ao final dos trabalhos, o presidente da Câmara, Adriano Alvarenga, disse estar satisfeito com o resultado da audiência e com a constatação de que não há débito do município com o Hospital e Maternidade Vital Brazil. No entanto, afirmou ter se surpreendido com a ausência de uma manifestação formal da administração municipal sobre a inexistência da dívida.
Como encaminhamento, Alvarenga destacou a necessidade de intensificar os trabalhos do Legislativo, especialmente no que se refere à melhoria do atendimento hospitalar. Segundo ele, há relatos de que o hospital estaria funcionando, na prática, como uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ampliada.
Outro ponto que chamou atenção, conforme o vereador, foi a assinatura de um novo aditivo contratual pela AHBB no último dia 20. “Apesar de a instituição alegar que o contrato é desfavorável, houve a assinatura de um aditivo, o que levanta questionamentos. Se o contrato é ruim, por que foi assinado?”, indagou.
O presidnte da Câmara de Timóteo – vereador Adriano Alvarenga – Fotos e vídeos PCReis/JBN – 23.03.2026
“Trata-se de uma situação sensível, considerando que a saúde é um tema essencial. A Câmara reafirma seu papel fiscalizador e continuará acompanhando o caso”, acrescentou Alvarenga. Uma das principais preocupações, segundo ele, é a manutenção do contrato emergencial, que, de acordo com a Procuradoria-Geral do Município, pode se estender por um ou até dois anos.
Diante desse cenário, conforme Adriano, a Câmara Municipal de Timóteo pretende acionar o Tribunal de Contas do Estado, que suspendeu o processo licitatório destinado à concessão onerosa do direito de uso do imóvel onde funciona o Hospital e Maternidade Vital Brazil. O objetivo é buscar soluções e auxiliar a administração municipal na condução adequada do processo, visando à publicação, o mais breve possível, de um edital definitivo.
Participaram da audiência, além de representantes do Hospital Vital Brazil e do Sindicato dos Médicos, as vereadoras Sônia Andrade, Renara Cristina e Leninha Dimas; os vereadores Adriano Alvarenga, Diogo Siqueira, Raimundinho e Omar Onraca e Marcus Fernandes. Por parte da Administração, a Secretária de Saúde, Erica Ferreira, e o Assessor Jurídico da Prefeitura, doutor Mateus Herinque.
A Secretária Municipal de Saúde, Érica Ferreira – Fotos e vídeos PCReis/JBN – 23.03.2026
