quarta-feira, fevereiro 18, 2026
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Poeira e barro marcam rotina de comerciantes na Avenida Acesita, em Timóteo

“Fico envergonhada”, diz comerciante sobre a sujeira e a desorganização na Avenida Acesita

TIMÓTEO – Na Timóteo, a situação da Avenida Acesita, importante área comercial que liga os bairros Primavera e Olaria, tem gerado revolta entre comerciantes e moradores. Segundo eles, o local enfrenta abandono e falta de manutenção, o que tem impactado diretamente o funcionamento dos estabelecimentos e afastado clientes.

De acordo com os comerciantes, quem passa pela via precisa conviver com dois extremos ao longo do ano: “intensa poeira durante a seca e muito barro no período chuvoso”. A ausência de infraestrutura adequada transforma o dia a dia em um desafio constante. Durante a estiagem, a poeira invade as lojas, prejudica mercadorias e causa transtornos aos clientes. Já nas chuvas, o barro toma conta da avenida, dificultando o acesso e a circulação.

Cansados da situação e alegando inércia do poder público, os comerciantes decidiram pedir a intervenção da imprensa por meio do JBN, para dar visibilidade ao problema. Enquanto aguardam providências, eles próprios têm realizado a limpeza da via, numa tentativa de evitar que o barro seco se transforme em uma densa camada de poeira que invade os estabelecimentos.

Uma comerciante, que preferiu não se identificar, afirmou ter sido excluída de um grupo de WhatsApp após mobilizar vizinhos e acionar a reportagem. “Eu fui excluída simplesmente por ter chamado a imprensa e os vizinhos para denunciar o caso. Não me arrependo, porque estou sendo prejudicada. Fico envergonhada de tanta sujeira na minha porta”, declarou.

Outros empresários relataram que o acostamento praticamente deixou de existir. De um lado, mencionam uma ciclovia que nunca saiu do papel; do outro, passeios teriam sido incorporados por particulares. A situação, segundo eles, tem dificultado o acesso de clientes, que ainda enfrentam fiscalização rigorosa de trânsito. “Empreender aqui está ficando muito difícil. Estamos perdendo clientes. Eles estão sumindo”, reclamaram.

Os comerciantes também cobram providências do prefeito Capitão Vitor Prado. Segundo eles, a categoria espera uma postura diferente da atual gestão em relação à anterior, que teria se mantido alheia às reivindicações. “Está difícil trabalhar aqui. Todos nós esperamos providências do atual prefeito”, afirmaram.

Enquanto aguardam respostas, comerciantes e moradores seguem convivendo com poeira, barro e incertezas, na esperança de que a Avenida Acesita volte a oferecer condições dignas para quem trabalha e circula pela região.

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