terça-feira, abril 14, 2026
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Pista de grau: Reygler Max se ausenta de Audiência, foge do debate e não sustenta proposta

AUDIÊNCIA PÚBLICA: Em votação simbólica, moradores manifestaram-se contrários à construção da pista de grau na regional| Fotos e vídeo PCReis/JBN

TIMÓTEO – A Câmara Municipal de Timóteo realizou, nesta quinta-feira (9), na quadra poliesportiva do bairro Alphaville, na regional Leste da cidade, uma audiência pública para debater a proposta do vereador Reygler Max de construção de uma pista destinada à prática de “grau” (wheeling) na região. A iniciativa do debate partiu do presidente da Câmara, o vereador Adriano Alvarenga.

Com o espaço completamente lotado, moradores dos bairros Limoeiro, Alphaville, Macuco, Alegre, Rocinha e Nova Esperança participaram ativamente da discussão e, em votação simbólica, manifestaram-se contrários à construção da pista na regional.

Durante os debates, coordenados por Adriano Alvarenga, foram apresentados diversos pontos negativos relacionados à implantação desse tipo de estrutura. Embora a proposta tenha como objetivo retirar a prática das vias públicas, especialistas e moradores destacaram que, na prática, muitos motoqueiros aprendem as manobras na pista, mas continuam realizando exibições em ruas e avenidas, o que aumenta os riscos no trânsito e compromete a segurança coletiva.

Outro ponto amplamente discutido foi o impacto do ruído excessivo e da poluição sonora. A prática do grau envolve acelerações constantes e, muitas vezes, o uso de escapamentos modificados, o que pode gerar incômodo significativo à população vizinha, afetando diretamente a qualidade de vida e o bem-estar dos moradores.

O presidente da Câmara, Adriano Alvarenga, foi enfático ao afirmar que a cidade não necessita desse tipo de empreendimento. “A cidade de Timóteo tem outras prioridades, como habitação, saúde, educação e lazer”, declarou | Fotos e vídeo PCReis/JBN

Segurança pública – risco de acidentes

Também foram levantadas preocupações relacionadas à segurança pública, uma vez que a atividade apresenta alto risco de acidentes, mesmo em locais controlados. Fora da pista, esses riscos se tornam ainda maiores, podendo resultar em ocorrências graves e na sobrecarga dos serviços de emergência do município.

A dificuldade de fiscalização foi outro desafio apontado. Garantir que a prática fique restrita ao espaço adequado exigiria atuação constante das autoridades, o que nem sempre é viável, podendo acabar estimulando o uso irregular das vias públicas para esse tipo de atividade.

Além disso, a questão dos custos públicos foi destacada como um fator relevante. A construção e manutenção de uma pista de grau demandariam investimentos contínuos, recursos que, segundo os participantes, poderiam ser melhor aplicados em áreas essenciais para a população.

Outras prioridades

Ao final, o presidente da Câmara, Adriano Alvarenga, foi enfático ao afirmar que o município não necessita desse tipo de empreendimento. Segundo ele, a cidade possui demandas mais urgentes. “Timóteo tem outras prioridades, como habitação, saúde, educação e lazer”, declarou. O parlamentar também ressaltou a ausência do autor da proposta, Reygler Max, que não compareceu à audiência para defender o projeto diante da comunidade e, além disso, teria tentado desmobilizar a participação popular por meio de declarações durante entrevista concedida a uma emissora de rádio.

Impactos negativos

Dessa forma, a audiência pública evidenciou não apenas a rejeição popular à proposta, mas também uma série de impactos negativos associados à implantação de uma pista de grau, reforçando o entendimento de que a medida pode não representar uma solução eficaz para os problemas enfrentados no trânsito e na convivência urbana do município.

O presidente da Câmara de Timóteo, vereador Adriano Alvarenga, lamentou a ausência do vereador Reygler Max, autor da proposta de construção da pista de grau na regional | Fotos e vídeos PCReis/JBN

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