sexta-feira, fevereiro 27, 2026
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Motocicleta é engolida por cratera em Timóteo e reacende críticas à Copasa e à fiscalização da Prefeitura

Rua Rio Doce, bairro Alvorada – Timóteo (MG) – O caso reacende o debate sobre a necessidade de maior fiscalização por parte do poder público municipal quanto à qualidade das obras realizadas e à garantia de segurança para motoristas e pedestres em Timóteo.

TIMÓTEO – Um acidente registrado na manhã desta sexta-feira (27), na rua Rio Doce, no bairro Alvorada, em Timóteo, voltou a expor os riscos provocados por buracos e afundamentos em vias públicas após intervenções da Companhia de Saneamento Básico de Minas Gerais (Copasa). Uma motocicleta praticamente foi engolida por um afundamento no asfalto, em situação semelhante à ocorrida no ano passado no bairro Timirim, quando uma caminhonete também acabou presa em uma cratera. No acidente de hoje, o motociclista teve ferimentos leves.

Conforme registro do JBN, moradores apontam que os buracos abertos para manutenção de redes de esgoto e água, quando não recebem recomposição adequada do pavimento, têm causado acidentes, danos materiais e colocado pedestres em risco. Segundo relatos frequentes, após as intervenções, as vias ficam com crateras abertas, sinalização precária ou com buracos preenchidos apenas com terra, material que cede facilmente com as chuvas.

Além do risco imediato de quedas, buracos mal fechados ou cobertos com terra e areia tornam o asfalto escorregadio, aumentando a probabilidade de acidentes, principalmente com motociclistas e ciclistas. Em casos mais graves, as crateras têm capacidade de afundar veículos, exigindo, inclusive, a ajuda de várias pessoas para remoção.

Os problemas não se restringem aos danos individuais. O estreitamento de pistas e o bloqueio parcial de ruas principais prejudicam o fluxo de veículos e dificultam o acesso a serviços essenciais, como escolas e unidades de saúde, além de comprometer o trânsito de ônibus e veículos de emergência.

Moradores também relatam que, mesmo após reparos superficiais realizados pela concessionária, os buracos voltam a se abrir em pouco tempo, indicando falhas na recomposição do asfalto. Em diversos pontos da cidade, a própria população tem improvisado sinalizações para alertar motoristas e pedestres sobre os riscos, diante da demora na conclusão definitiva dos serviços.

Responsabilidade

De acordo com entendimento jurídico consolidado, a responsabilidade pela reparação dos danos em vias públicas, quando decorrentes de intervenções em redes de água e esgoto, é da concessionária responsável pela obra. A recomposição do asfalto deve ser feita de modo a restabelecer o padrão original da via. A jurisprudência aponta, ainda, a responsabilização objetiva da concessionária por danos causados a terceiros em decorrência de falhas na execução ou na finalização dos serviços.

O caso reacende o debate sobre a necessidade de maior fiscalização por parte do poder público municipal quanto à qualidade das obras realizadas e à garantia de segurança para motoristas e pedestres em Timóteo.

OPINIÃO

Os gestores do contrato com a Companhia de Saneamento Básico de Minas Gerais (Copasa), no caso a Prefeitura de Timóteo, precisam deixar de lado o discurso de defesa automática da concessionária e adotar uma postura mais firme na fiscalização e cobrança dos serviços prestados. Recentemente, o prefeito Capitão Vitor saiu em defesa da empresa diante das reclamações sobre a falta de água no bairro Macuco — posicionamento que gerou críticas de moradores afetados pelo desabastecimento.

Diante da recorrência de problemas, como interrupções no fornecimento, buracos mal recompostos e transtornos nas vias públicas, cresce a percepção de que a população tem arcado com uma conta elevada por serviços considerados insatisfatórios. Mais do que justificativas, os moradores esperam medidas enérgicas, fiscalização efetiva e a exigência do cumprimento rigoroso do contrato, de modo que os serviços sejam prestados com a qualidade e a responsabilidade que a cidade demanda.

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