Moradores cobram respostas sobre denúncia de “estupro de vulnerável” em Pingo D’Água

PINGO D’ÁGUA — Desde o último dia 25 de março, moradores de Pingo D’Água, na Região Metropolitana do Vale do Aço, cobram das autoridades respostas sobre uma grave denúncia de estupro de vulnerável envolvendo uma criança autista. O principal suspeito é um idoso de 67 anos que dirigia um veículo contratado pela Prefeitura.
O caso gerou forte comoção na cidade e foi comunicado à Polícia Militar, Polícia Civil, Conselho Tutelar, Prefeitura e Secretaria Municipal de Educação. No entanto, até o momento, moradores afirmam que não houve esclarecimentos suficientes nem um desfecho claro por parte das autoridades. O suspeito segue circulando livremente pela cidade.
De acordo com a mãe da vítima, os primeiros sinais de alerta surgiram após mudanças no comportamento da filha, de 12 anos, diagnosticada com autismo. A situação levantou suspeitas quando ela percebeu que a menina havia sido levada à escola em um veículo diferente do transporte escolar habitual — um táxi.
O carro, um modelo Voyage com capacidade para cinco passageiros, estaria substituindo o transporte regular, que normalmente atendia cerca de sete crianças.
Preocupação crescente
A preocupação aumentou quando a criança não retornou para casa no horário habitual. Segundo a mãe, horas depois, o suspeito chegou à residência acompanhado da menina. Ela relata que, ao deixá-la, o homem teria feito um gesto pedindo silêncio, sugerindo que a criança não comentasse o ocorrido durante o trajeto.
Em entrevista, a mãe descreveu o comportamento do suspeito como inadequado. “Minha filha disse que não gostou daquele homem. Ele é muito atrevido, fazia perguntas sobre a nossa vida, queria saber se temos namorado, se os pais deixam namorar, e a chamava de ‘meu amor’”, relatou.

Falta de prevenção
A mãe também criticou a ausência de medidas preventivas no transporte escolar. Segundo ela, desde a matrícula da filha, havia solicitado a presença de uma monitora no veículo.
“Disseram que não havia verba, que não tinham condições. Hoje estamos vivendo essa situação por negligência. Contratam qualquer pessoa para transportar nossos filhos”, afirmou.
Ela reforça o desejo de justiça: “Quero que ele seja preso. Uma pessoa assim não pode ficar solta. Estou denunciando porque não quero que outras crianças passem por isso.”
Espera por justiça
A mãe também demonstrou esperança por uma resposta rápida das autoridades. “Espero que a justiça seja feita o mais rápido possível. Enquanto isso não acontece, ele – o suspeito, continua andando livremente, como se nada tivesse acontecido. Confio na justiça de Deus e espero que a dos homens também seja feita.”
Caso exige atenção redobrada
A condição da vítima, uma criança com autismo, torna o caso ainda mais delicado e exige atenção redobrada. Especialistas apontam que situações como essa reforçam a necessidade de maior rigor na fiscalização do transporte escolar e no acompanhamento de menores em situação de vulnerabilidade.
O suspeito poderá responder pelo crime de estupro de vulnerável, considerado hediondo pela legislação brasileira. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Bom Jesus do Galho, responsável pela investigação.
O caso segue em apuração, enquanto a comunidade aguarda providências e esclarecimentos das autoridades.
