FLAGRANTE DE CRIME AMBIENTAL: Interceptores da Copasa continuam poluindo Ribeirões em Timóteo
As tubulações projetadas especificamente para impedir que o esgoto possa chegar aos córregos, levando-o até as Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), simplesmente não cumprem o objetivo | Foto e vídeo PCReis/JBN – 08.01.2026
TIMÓTEO – Na manhã desta quinta-feira (8), por sugestão de pauta dos moradores do bairro Bandeirantes, regional Centro-Oeste da cidade, a reportagem do JBN foi até o local, onde dois interceptores de esgoto da Companhia de Saneamento Básico de Minas Gerais – COPASA, brotam livremente esgoto doméstico pela Avenida Sanitária. O fato além de poluir o Ribeirão Timotinho, dá início a uma importante erosão do solo, e abertura de crateras em uma das margens do Ribeirão Timotinho.
A situação de rompimento de interceptores de esgoto ao longo da Avenida Sanitária no município de Timóteo, tem sido uma das causas críticas de degradação ambiental urbana. As tubulações projetadas especificamente para impedir que o esgoto possa chegar aos córregos, levando-o até as Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), simplesmente não cumprem o objetivo.
No final do ano passado, o JBN registrou outras situações na cidade, uma bem no coração da Alameda 31 de Outubro, mas, o caso persiste devido à falta de fiscalização e abertura de processo administrativo por parte do município, e providências da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais – Arsae. No caso da Arsae, a agência precisa da provocação do município para agir.
Fiscalização e Multa ou autuação
Além da fiscalização, a reportagem do JBN certificou que o setor de fiscalização ambiental do município tem poder para notificar e multar a concessionária por crimes ambientais decorrentes da falta de manutenção. Mas, pelo andar da carruagem estima-se que milhões de litros de esgoto sem tratamento ainda sejam despejados diariamente em corpos hídricos do município de Timóteo e região do Vale do Aço, devido a falhas de infraestrutura, falta de investimentos e falta de uma política ambiental ativa.
