domingo, março 1, 2026
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Avenida Acesita, em Timóteo, se transformou na chamada “rodovia do porco”

TIMÓTEO – Apesar da vigência do Decreto nº 5.836/2023, editado pela Prefeitura de Timóteo para proibir o tráfego de veículos pesados nas ruas e avenidas da cidade, caminhões e carretas continuam circulando normalmente pelo perímetro urbano. A situação tem provocado medo entre moradores e revolta entre comerciantes, especialmente na Avenida Acesita, que concentra diversos estabelecimentos comerciais.

Além da poeira já recorrente, moradores relatam o aumento do mau cheiro, da sujeira e do barulho. Proprietários de lanchonetes ao longo da Avenida Acesita afirmam que a via se transformou na chamada “rodovia do porco”, em referência às carretas carregadas de suínos que cruzam a cidade em diferentes horários do dia e da noite.

Segundo comerciantes, o odor proveniente do transporte dos animais se intensifica sob sol forte, chuva e até mesmo durante a madrugada, invadindo o interior dos estabelecimentos e afastando clientes. “A situação é insalubre. Os porcos urinam e defecam durante o trajeto, e o cheiro fica impregnado. Tem cliente que não consegue se alimentar por causa do forte odor”, relatou o proprietário de uma lanchonete no bairro Olaria.

Os comerciantes também denunciam que fezes escorrem pelas carrocerias e se acumulam na pista, atraindo moscas e outros insetos. De acordo com eles, o problema se agravou nos últimos meses. “No começo, os caminhões apareciam duas vezes por semana. Agora não tem dia certo. Eles passam com mais frequência depois das 19h e entram pela madrugada”, afirmou outro empresário.

Ainda segundo relatos, os veículos costumam parar no semáforo do bairro Olaria, momento em que o cheiro se intensifica e causa maior desconforto. “Estão tirando nossa paz e nosso lucro”, desabafou um comerciante, que cobra providências da Prefeitura e dos órgãos ambientais para que o decreto seja efetivamente cumprido.

Moradores e empresários aguardam fiscalização mais rigorosa e medidas concretas que garantam o cumprimento da norma municipal e reduzam os impactos à saúde pública e à atividade econômica na região.

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