PC cumpre sete mandados de prisão e três de busca e apreensão em Três Corações, São Bento Abade e Timóteo

Redação – Nesta quarta-feira (10/2), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou a segunda fase da operação Gança, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em crimes contra o patrimônio. No total, foram cumpridos sete mandados de prisão e três de busca e apreensão nas cidades mineiras de Três Corações, São Bento Abade, Timóteo, e também na capital paulista.

As investigações duraram cerca de dois anos e meio. O chefe do 6º Departamento de Polícia Civil, delegado Pedro Paulo Marques, explica que o grupo investigado agia por meio de agiotagem. “Eles emprestavam dinheiro com cobrança exorbitante de juros. A partir do momento em que o devedor não conseguia quitar a dívida, surgiam ameaças e se, por exemplo, esse devedor era uma empresa e não conseguia pagar a dívida, a empresa devedora era tomada. Uma equipe composta tanto pelo núcleo gerencial, pelo núcleo jurídico e pelo núcleo operacional se apoderava dessa determinada empresa e começava simplesmente a ‘dar o cano’ geral no mercado”, detalha.

Segundo apurado, os suspeitos, após apropriarem-se das empresas como forma de pagamento das dívidas, chegavam a comprar materiais e revendiam a preço de custo, mas não realizavam o pagamento. Assim, havia ainda o enfraquecimento da concorrência nas cidades em que eram aplicados os golpes.

Dessa forma, o grupo estaria envolvido em diversos crimes, como locação fraudulenta de veículo financiados; financiamentos contratados e não pagos para aquisição de automóveis de luxo; compra de diversos equipamentos e materiais de construção em grande quantidade para revenda em empresas em nome de ‘laranjas’; agiotagem; falsidade documental; lavagem de dinheiro; ameaças; entre outros.

Nessa segunda fase, os alvos da operação seriam integrantes do núcleo gerencial, operacional e jurídico da organização criminosa. “Era uma organização criminosa muito bem organizada, com as funções muito bem definidas”, reforça o delegado.

Ainda, foi decretado o arresto de bens no valor de R$ 2 milhões, prejuízo estimado causado pela organização criminosa, além de medidas cautelares contra dois advogados que seriam integrantes do grupo. Ao todo, dez mandados de prisão foram expedidos, sendo que três dos investigados estão foragidos. A PCMG prossegue as investigações a fim de localizá-los.

Participaram da operação 40 policiais civis. A ação foi deflagrada pelo 6º Departamento de Polícia Civil em Lavras e contou com o apoio do 12º Departamento de Polícia Civil em Ipatinga, Coordenação Aerotática (CAT), setor de inteligência do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), 1º Departamento de Polícia Civil em Belo Horizonte, Superintendência de Investigação e Polícia Judiciária (SIPJ), bem como da Polícia Civil do Estado de São Paulo, Receita Estadual, Ministério Público de Minas Gerais e 6ª Cia Polícia Ambiental/PM.

Compartilhe em suas redes sociais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *