11 de Abril: Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson. Em Timóteo tem a Casa de Apoio

GERVÁSIO PIERRE – Fundador do Gruparkinson em Timóteo

REDAÇÃO – Quando falamos em datas comemorativas, pensamos sempre em celebrar algo. Mas e quando a data em questão diz respeito a uma doença – que em nada merece ser comemorada? Bem, pode não ser a forma mais apropriada dizer que estamos comemorando, mas certamente é importante reforçar a conscientização a respeito da doença, principalmente em relação ao seu tratamento e as dificuldades enfrentadas pelos pacientes.

No caso específico, 11 de abril marca o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, uma enfermidade descoberta há 201 anos e que já é considerada a segunda doença neurodegenerativa progressiva mais frequente no mundo, perdendo apenas para o Alzheimer.

A doença degenerativa, crônica e progressiva afeta funções primordiais do corpo, como os movimentos e equilíbrio, e causa lentidão na mobilidade, tremores, diminuição dos reflexos, além de efeitos como depressão, alteração do sono entre outros. Isso acontece a doença vai alterando e corrompendo o sistema nervoso central, fazendo com que a transmissão de mensagens entre as células nervosas seja comprometida.

CASA DE APOIO

Em Timóteo, cerca de 450 parkinsonianos foram atendidos pelo GRUPARKINSON, sendo pacientes da região do Vale Aço, e de varias cidades de Minas Gerais e do Brasil. Os atendimentos são realizados presencialmente ou através da mídia digital, telefone e whatsapp.

Para os atendimentos presenciais contamos com a Casa de Apoio onde temos profissionais competentes que se utilizam de equipamentos modernos para fisioterapia e pilates. A Casa se mantém com recursos da Prefeitura de Timóteo e de doações feitas pelos parkinsonianos. Ela está localizada à Rua Maria Rodrigues de Carvalho, Nº 727 Bairro Novo Horizonte – Timóteo -MG. 3848-3931 98898-9011 – gruparkinsonminasgerais@gmail.com

DIAGNÓSTICO

A identificação da doença de Parkinson é feita pela observação dos sinais e sintomas detalhados anteriormente. Posteriormente, a consulta com um médico neurologista, será capaz de fazer a diferenciação entre esta doença de outras que também afetam involuntariamente os movimentos do corpo.

TRATAMENTO

A doença é tratável com medicações. Esses medicamentos, entretanto, são sintomáticos, ou seja, eles repõem parcialmente a dopamina (que é a substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas) que está faltando e, desse modo, melhoram os sintomas da doença. Por esse motivo, os medicamentos devem ser usados por toda a vida da pessoa que apresenta tal enfermidade.

No final de 2017, o Ministério da Saúde atualizou o Protocolo de Tratamento para Parkinson. Entre as inclusões terapêuticas está a indicação dos medicamentos Rasagilina (1mg) e Clozapina (25mg e 100 mg). A oferta dos fármacos tem como objetivo proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes com transtornos associados à doença

O SUS já ofertava sete medicamentos para tratamento da doença: Pramipexol; Amantadina; Bromocriptina; Entacapona; Selegilina; Tolcapona e Triexifenidil. Ainda existem outros três medicamentos (Levodopa+Carbidopa, Biperideno e Levodopa), que são ofertados por meio do Programa Farmácia Popular. Esses medicamentos podem ser retirados com até 90% de desconto.

O analista técnico de Políticas Sociais do Ministério da Saúde, Eduardo David, explica que, além disso, o SUS oferece os procedimentos de implante de eletrodo e implante de gerador de pulsos, ambos para estimulação cerebral. “Caso o paciente se encaixe nos critério de elegibilidade para processo cirúrgico, nós temos centros habilitados para realizar o implante em casos mais graves. Atualmente, o Brasil possui 27 estabelecimentos habilitados em Neurocirurgia Funcional Estereotáxica, sendo dois habilitados como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Neurologia/Neurocirurgia e 25 habilitados como Centro de Referência de Alta Complexidade em Neurologia/Neurocirurgia”.

PESQUISAS

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que cerca de 1% da população mundial a partir dos 65 anos sofrem com a doença. No Brasil, a estimativa é de 200 mil pessoas com Parkinson. A cura ainda não foi alcançada, mas há estudos em nível experimental que buscam alternativas de tratamento e até mesmo a cura.

Esse é caso da professora Márcia Renata Mortari. Pesquisadora da Universidade de Brasília, há seis anos conduz uma equipe que trabalha de forma quase ininterrupta para encontrar uma cura para o Parkinson.

“Nosso trabalho é focado do efeito neuroprotetor de compostos da biodiversidade brasileira, como o veneno de marimbondo. A gente extrai um composto que é usado em uma solução para essa proteção para chegar a uma cura e evitar a progressão da doença”, explica a professora Mortari. A pesquisa em questão está desenvolvendo um composto químico que é capaz de impedir a morte de neurônios de uma das regiões do cérebro mais afetadas pelo Parkinson.

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