PMI não faz o debate necessário sobre a reabertura de escolas, avalia SindUTE

Ipatinga – O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação –SindUTE- , Subsede de Ipatinga, voltou a defender que a Prefeitura de Ipatinga faça um diálogo profícuo, sério e responsável sobre o retorno das aulas presenciais nas escolas públicas municipais com a participação efetiva dos representantes do sindicato e da comunidade escolar. “O SindUTE é amplamente favorável ao retorno às aulas presenciais e sua atuação teve influência direta nas recomendações do Ministério Público sobre a retomada das atividades letivas na pandemia, entre elas a formação da Comissão Interinstitucional, da qual o SindUTE faz parte, ainda que de forma minoritária. Entretanto, as questões principais sobre o retorno às escolas estão sendo relegadas a segundo plano, enquanto se prioriza a discussão sobre calendário, formação de comissões e outros temas que tem a única finalidade de dar um ‘verniz’ de participação e de um diálogo que não existe na prática”, avalia Adebil de Brito Rocha Imasaki.

BIOSSEGURANÇA

Para o SindUTE, é fundamental a transparência não apenas dos dados epidemiológicos sobre a pandemia no município, mas sobre a infraestrutura das escolas, adaptações na rede física dos educandários e um plano de retorno com etapas bem definidas.

O SindUTE insiste que a reabertura sem que sejam tomadas as devidas medidas de biossegurança na rede física das escolas pode acarretar uma tragédia ainda maior do que a vivida atualmente no País e na cidade. “É preciso que os alunos, pais, trabalhadores (as) em educação e toda a comunidade escolas tenham segurança e clareza das medidas adotadas e não apenas a percepção da segurança. Os protocolos precisam ser discutidos aberta e amplamente com todos os setores envolvidos, levando-se em conta a realidade das escolas e das comunidades onde estão inseridas. E isto não está sendo feito pela Prefeitura”, afirma Adebil de Brito.

A diretora do Sindicato salienta que tem feito a sua parte, realizando seminários, webinários e debates com educadores com o objetivo de estabelecer medidas de biossegurança e protocolos seguros, como aqueles propostos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e especialistas em saúde e educação.

A ESCOLA NA PANDEMIA

Para o SindUTE o retorno às aulas presenciais em 2020 vai ocorrer em plena pandemia quando ainda há ativa circulação do novo coronavírus. “Nem estamos falando de pós-pandemia ou ‘novo normal’, mas de um momento em que ainda se verifica altos níveis de contaminação, taxas elevadas de ocupação de leitos e óbitos, portanto, o cuidado precisa ser redobrado. Mesmo que haja uma desaceleração no contágio, se o retorno às aulas não for bem calculado corre-se o risco de uma nova onda da pandemia, afinal, a escola é um local de aglomeração e de difícil controle da aproximação entre as pessoas”, alerta a sindicalista.

ASPECTOS PEDAGÓGICOS

Os aspectos pedagógicos também estão na pauta para o retorno seguro às aulas presenciais. O distanciamento social prevê a redução do número de alunos na sala de aula. A Prefeitura de Ipatinga, por exemplo, prevê 50% em sala de aula e outros 50% em estudos remotos. “Esta é uma das muitas questões que ainda não foram discutidas com o SindUTE. Temos muitos trabalhadores (as) em educação que fazem parte do grupo de risco e não deverão retornar às escolas presencialmente. Então teremos um número reduzido de professores (as). Os mesmos que darão aulas remotas, darão aulas presenciais? Qual o critério para se definir quais alunos estudarão remotamente e quais presencialmente?”, indaga a diretora do SindUTE, que propõe uma pesquisa para avaliar estas e outras situações, como as ferramentas e materiais disponibilizados aos estudantes para aulas remotas.

 

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