sexta-feira, março 1, 2024
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Instituto Estadual de Florestas (IEF) faz parte da 2ª edição digital da Revista MG Biota

Redação -Estudos sobre a identificação de florestas que compõem o bioma Mata Atlântica; artigos sobre hábitos de formigas removedoras de sementes, além de pesquisas desenvolvidas nas unidades de conservação administradas pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) fazem parte da 2ª edição digital da Revista MG Biota, recém-lançada na última semana. O exemplar, disponível no formato on-line, é uma publicação do IEF, produzido pela Diretoria de Unidades de Conservação do órgão ambiental.

A revista já conta com 12 volumes, sendo dois em formato digital, e tem por finalidade conhecer e divulgar pesquisas e trabalhos de investigação científica de campo e laboratório. Além disso, conta com estudos e resenhas acadêmicos na área de preservação ambiental e envolve temas de interesse das unidades de conservação de Minas Gerais, da comunidade científica e da população do entorno dessas áreas e visitantes.

“Nesta edição da revista é apresentada uma temática variada, que proporciona ao leitor contato com a diversidade da pesquisa científica produzida nas unidades de conservação, reforçando a necessidade de sua preservação e da importância da pesquisa como fonte inesgotável do conhecimento”, disse o diretor de áreas protegidas do IEF, Cláudio Castro.

Os artigos são resultados de estudos feitos com diversos temas como a genética populacional de catetos, em uma fazenda inserida na área de Proteção Ambiental das Andorinhas, no limite com a Floresta Estadual Uaimii, no município de Ouro Preto (Região Central), com resultados que poderão orientar a possibilidade de reintrodução dessa espécie em seu habitat natural e também sugerir medidas para seu manejo e conservação. A edição também proporciona ao leitor conhecer melhor a espécie cateto, que ocorre em todo território nacional.

Em outro estudo, a pesquisa foi feita no Parque Estadual da Serra do Papagaio e buscou identificar os caracteres vegetativos para as espécies arbóreas da Floresta Ombrófila Mista, considerada um dos ecossistemas mais ameaçados do país. De acordo com o diretor, esse levantamento possibilitará identificar as plantas do Parque e servirá como ferramenta indispensável para estudos e pesquisas futuras.

Outro tema de grande interesse para a pesquisa foi feito com amostragem de abelhas na Estação Ecológica da Universidade Federal de Minas Gerais e na Fundação Zoobotânica, em Belo Horizonte. Nas duas áreas foi coletado um total de 858 indivíduos e 133 espécies, utilizando armadilhas de intercepção de voo, conhecidas como Malaise. O objetivo foi comparar a eficiência do método em relação à técnica de rede entomológica.

“Estudos dessa natureza geram resultados que podem ser utilizados, tanto para estimar a riqueza local das espécies, como para aperfeiçoar os experimentos e sua utilização na realização de inventários, tão importantes para amostragem da apifauna”, reforçou Cláudio Castro.

Nesta edição da revista são apresentados, também, três estudos feitos na Área de Proteção Ambiental Pandeiros (APA Pandeiros): Formigas removedoras de sementes e seu potencial para auxiliar na regeneração de áreas impactadas, pesquisa feita no entorno da Pequena Central Hidrelétrica de Pandeiros, demonstrando a importância da presença das formigas nos processos de regeneração natural de ambientes modificados; “A flora da Zona de Transição Aquático Terrestre (ATTZ) de uma lagoa marginal perenizada no rio Pandeiros: retrato do impacto da PCH de Pandeiros sobre um gradiente ambiental”, estudo considerado um ponto de referência para avaliar o comportamento da flora dessa zona de transição e, finalizando, um levantamento com uma lista de espécies de mamíferos não voadores, oportunidade de conhecer sua riqueza, novas espécies e também categorias de ameaça, dados extremamente importantes para aprimorar as estratégias de proteção da UC e preservação da fauna local.

Para a doutora em Botânica, analista ambiental do IEF e integrante do Conselho Editorial da revista, Priscila Moreira de Andrade, a publicação da revista MG. Biota retrata o compromisso do IEF com a pesquisa científica e sua importância nas unidades de conservação. “Esta edição resultou em grande diversidade de temas, contendo informações sobre o cateto, que é um porco selvagem ameaçado de extinção no estado de Minas Gerais; sobre mamíferos e peixes da região do Rio Pandeiros; sobre invertebrados, como formigas e abelhas e; contém chave para identificação de 34 espécies arbóreas do Parque Estadual do Papagaio”, disse.

“A revista teve início em 2008 e neste ano de 2020, com todas as restrições enfrentadas pela pandemia da Covid-19, percebemos, ainda mais, o comprometimento da equipe para a manutenção da publicação técnica. Manter a publicação de um periódico é um esforço de uma equipe que é interdependente. Contribuir para divulgação da ciência fortalece o conhecimento científico, que é a base para compreender como agir para a conservação da biodiversidade”, argumentou Priscila Moreira.

Para conhecer o conteúdo da publicação, acesse

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