Restauração da Academia Olguin é entregue em cerimônia emocionante

Ipatinga – Considerada o primeiro teatro do Vale do Aço e patrimônio histórico e artístico tombado de Ipatinga, a Academia Olguin, localizada no bairro Santa Mônica, passou nos últimos 12 meses por obras de restauração e foi reaberta na tarde desta terça-feira (30). A solenidade contou com a presença do prefeito Nardyello Rocha; do presidente da Usiminas, Sérgio Leite; do promotor de Justiça Guilherme de Castro Germano; do presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Ipatinga, Rafael Lisbanho e toda a família Olguin, fundadora do estabelecimento (que foi representada na cerimônia por Salette Olguin), além de diversas outras autoridades.

As obras foram realizadas em atendimento a projeto apresentado pela Associação Pró-Cultura de Ipatinga e financiadas pela Usiminas, com o apoio do Instituto Usiminas, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. O projeto de reforma teve anuência do Ministério Público Estadual e Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Ipatinga (Comphai).

Durante a solenidade, o prefeito Nardyello enfatizou que investimentos culturais e o cuidado especial com os patrimônios históricos tombados da cidade estão entre as prioridades da atual gestão. O chefe do Executivo também agradeceu a parceria, por parte da Usiminas, em financiar projetos de desenvolvimento na cidade.

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Fundada em 1970 pela família Olguin, a Academia foi totalmente revitalizada em 12 meses e agora o espaço está disponível para o uso da comunidade

“Como gestor, é uma honra poder dizer que temos 16 patrimônios históricos e artísticos tombados na cidade, sendo a Academia Olguin um deles. Contudo, desde 2001, todos eles tinham algum tipo de ressalvas por parte do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA), e atualmente a administração municipal está realizando a atualização e uma revisão de todos os tombamentos, buscando a regularização de todas essas pendências. Com a finalização dos trabalhos, esperamos receber um certificado do IEPHA, que inclusive poderá alterar os valores referentes ao ICMS Cultural. Além disso, me emociono porque vi esse local, que era um antigo bandejão, na década de 70, se transformar em um espaço cultural de excelência. Cresci vendo a dedicação e o empenho de dona Zélia e o marido Mathias Olguin, e hoje tenho a oportunidade de participar desta solenidade de reabertura do espaço onde serão ofertadas diversas atividades para a comunidade”, disse emocionado o chefe do Executivo.

Intervenções

A Academia Olguin, que abriga salas de ensaio, teatro com 205 lugares e palco com cerca de 80 metros quadrados, recebeu novo telhado, novas instalações elétricas, pintura e correção de revestimentos, além de reparos hidráulicos, sinalizações e saídas de emergência, entre outras adequações.

História

A Academia Olguin surgiu na década de 70 com a chegada ao Vale do Aço da bailarina Zélia de Souza Franco Olguin que, com o apoio da Usiminas, adaptou um antigo refeitório desativado da empresa, transformando-o em espaço para ensinar balé clássico e caratê, esse último a cargo do marido de dona Zélia, Mathias Olguin. O espaço logo se transformou no Teatro de Ipatinga e, durante décadas, realizou e recebeu grandes apresentações de dança, teatro e música. Quando de sua inauguração, o palco da Academia era o segundo maior do Estado, menor apenas que o do Palácio das Artes, em Belo Horizonte.

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