segunda-feira, março 4, 2024
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Cigarros são os grandes causadores de doenças respiratórias em crianças, afirma pediatra

Dr. Geraldo Hilário Torres – Pediatra

Timóteo – Em alusão ao dia Nacional de Combate ao Fumo – 29 de agosto, o médico pediatra Geraldo Hilário Torres, em entrevista à Rádio Itatiaia e em seguida ao JBN, afirmou que o cigarro é um dos grandes causadores de doenças para os fumantes ativos e passivos.

Segundo ele, estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que uma em cada quatro crianças brasileiras estão expostas aos efeitos nocivos do cigarro dentro de casa. Os dados indicam que não adianta o fumante usar o cigarro fora da casa, porque quando ele retorna trás consigo na expiração a nicotina. “As substâncias não se dissipam no ar, pelo contrário, elas permanecem na pele, nas roupas, no cabelo e podem ser inspiradas pelas outras pessoas. Dentre estas pessoas figuram um número elevado de crianças”, avisou o pediatra.

O pediatra Dr. Geraldo Hilário Torres alertou ainda, que um fumante ativo inala a nicotina e outros 150 componentes dos cigarros, que são tóxicos e que vão diretamente  para o pulmão. “A nicotina e estes 150 componentes do cigarro distribuídos no ambiente, também são inalados por quem não fuma”, disse.

“Quem é fumante e tem crianças em casa, está fazendo com que as crianças fumem através da expiração. Por mais que o viciado não fume no ambiente doméstico, a criança estará respirando um ar cheio de nicotina. Deste modo, podemos encontrar com facilidade a presença de nicotina no pulmão da criança. Além do mais, o acumulo de nicotina pode levar a criança a ser um fumante na adolescência”, destacou o pediatra.

Gravidez

Dr. Geraldo Hilário também relatou os malefícios para o feto de uma mãe que fuma durante a gestação ou que tenha parado somente durante o período da gravidez.

“É quase 90% de chance de ter um aborto espontâneo, por má formação do feto em sua embriogênese. Boa parte das patologias congênitas que o bebê nasce tem relação direta com a presença da nicotina e das outras substâncias tóxicas. Caso não aconteça o aborto espontâneo, a criança pode nascer com má formação cardíaca”, finalizou o Pediatra Dr. Geraldo Hilário Torres.

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