Fabriciano investe na educação inclusiva da rede municipal

FABRICIANO – A Prefeitura de Coronel Fabriciano, por meio da Secretaria de Governança Educacional, investe na educação inclusiva do município e já atende cerca de 230 alunos com diferentes patologias em tempo regular. O objetivo é consolidar a construção e estruturação de um processo pedagógico inclusivo, no sentido de assegurar o direito à diferença e uma educação de qualidade, respeitando as singularidades, entendendo e valorizando os saberes e capacidades de cada indivíduo.

Para atender aos alunos da educação infantil, nos anos iniciais, fundamentais e EJA, estão disponíveis nas escolas e CMEIS do município em média 80 profissionais de apoio, lembrando que nem todos os alunos necessitam de um Monitor de Apoio à Pessoa com Deficiência, MAPD. Os monitores têm como função acompanhar, garantir a segurança do aluno dentro da escola e auxiliá-lo nas atividades em sala de aula e nas demais propostas da instituição de ensino. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases Nacional (LDB), em 2010 foi instituída as diretrizes operacionais para o atendimento educacional especializado na educação básica, modalidade educação especial.

“Estamos trabalhando para atender melhor esses alunos. Entendemos que o desenvolvimento deles não é só em casa, mas também na escola, e, para atendê-los, temos profissionais capacitados e que amam trabalhar com essas crianças”, afirma o Secretário de Governança Educacional, Carlos Alberto Serra Negra.

Além dos monitores de apoio, é ofertado ao aluno surdo um intérprete de LIBRAS, Língua Brasileira de Sinais, e no contra turno, para complementação pedagógica, o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Esse atendimento deve ser oferecido no turno inverso da escolarização, prioritariamente nas salas de recursos multifuncionais da própria escola ou em outra escola de ensino regular. As atividades estimulam a concentração, percepção e coordenação motora, por meio de jogos pedagógicos, atividades concretas e online. Os professores regentes da sala de recursos, com formação em educação inclusiva, são capacitados para trabalhar com o aluno de acordo com sua deficiência.

As patologias trabalhadas nas escolas são: Transtorno Global do desenvolvimento (TGD), Transtorno Degenerativo da Infância (TDI), deficiência física, mental, intelectual e sensorial. Os pais e responsáveis estão aprovando a educação inclusiva do município. “Meu neto estuda no CMEI Vereador Messias Paulo e nós o colocamos na escola a pedido do médico, mas não imaginávamos que o desenvolvimento dele ia ser tão bom. Hoje, ele conversa mais com todo mundo, fez amizades na escola e consegue se expressar de uma forma mais concreta”, declara Maria da Penha.

A professora de sala de recurso, Eva Maria, que trabalha na área há 10 anos, fala da importância em desenvolver este trabalho nas escolas. “Para o aluno, a educação inclusiva veio trazer garantia de direito e igualdade. Antes, os alunos não tinham acesso à escolaridade e com isso não eram inseridos no mercado de trabalho também. É um trabalho desafiador, pois requer um estudo constante e aperfeiçoamento da metodologia, pois cada estudante tem sua particularidade”, explica.

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