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Moradores de rua tomam conta do Centro da cidade de Fabriciano. Comerciantes reclamam

FABRICIANO – Uma mulher dormindo no chão ao lado do renomado Cartório de Notas – Rua José Anastácio Franco, bem no coração da cidade. Esse cenário, típico de um lar convencional, também se repete na Praça do Banco Brasil, há poucos metros do Fórum da Comarca, também no Centro da Cidade.  No entanto, não se trata de uma moradia aconchegante, mas de um pequeno espaço na calçada. É neste vai e vem que um grupo de moradores de rua vive, em meio a comerciantes e pedestres com opiniões distintas, mas que, em geral, expressam um sentimento de desconfiança sobre a situação.

Durante a manhã e tarde desta terça-feira (11), pelo menos dez pessoas perambulavam-se pelo miolo da cidade fazendo uso de drogas e bebida alcóolica. À noite, porém, a quantidade é bem maior, conforme quem passa ou trabalha nas redondezas. A Rua José Anastácio Franco, por ser um local ermo, tem sido a morada ideal da maioria deles, reclamou uma moradora da via.

Um comerciante, que não informou o nome, disse que se preocupa mais com os atos de vandalismo contra o patrimônio de quem passa o dia na região. Muitos carros ficam estacionados aqui e, às vezes, eles (moradores de rua) jogam pedras. Uns quinze dias atrás, um colega nosso teve o vidro do carro quebrado, lamentou.

O comerciante afirmou, ainda, que nunca teve problemas com as pessoas que vivem a poucos metros de seu estabelecimento. O segredo, segundo ele, é procurar conviver com a realidade das ruas da melhor forma possível. Já que o poder público não resolve, não adianta bater de frente com isso. Não me meto com eles e eles não se metem comigo. Às vezes, eles vêm aqui, dou R$ 50 centavos e procuro ajudar como posso, opinou, acrescentando que, mesmo assim, paga por um serviço de vigilância durante a noite.

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