Governo Pimentel paralisa obras da MG-760, ligação do Vale do Aço à Zona da Mata

MARLIÉRIA (Foto PCReis) – As obras de pavimentação da MG-760 estão paralisadas em definitivo deste o início do mês de novembro. Embora o “Movimento MG-760 Asfalta Já” estivesse denunciado ainda no mês de maio a diminuição do ritmo das obras, a demissão de trabalhadores e a retirada de maquinas e caminhões do trecho, lideranças políticas e do próprio DEER/MG garantiam que era fato a continuidade do empreendimento. Até o momento, a rodovia conta com oito quilômetros de pavimentação e nove de terraplanagem preparada para receber o asfaltamento, de um total de 57 quilômetros.

A empresa Tamasa vem desmontando o seu pátio de obras, transferindo equipamentos para outras localidades e o  Departamento de Edificações e Estradas de Rodagens de Minas Gerais (DEER-MG) justificando que a paralisação das obras se dá devido a aproximação do período de chuva e a dificuldade de manter os trabalhos com condições de clima desfavoráveis.

Em nota, o DEER informou que as obras serão paralisadas em função do período chuvoso. Além disso, não foi divulgada a data de quando os trabalhos irão retornar. “Nos próximos dias será feita a proteção dos serviços já realizados com a execução de revegetação, drenagem e encascalhamento dos pontos críticos”, informou a nota.

Em agosto deste ano, o DEER-MG informou que os recursos estão garantidos até o fim deste ano e a previsão de entrega permanece para dezembro de 2019.

A Tamasa também confirmou que há um serviço de preparação para o período de chuva na rodovia. “Isso é uma rotina que faz parte em toda obra. Então os trabalhos continuam normalmente. Agora esperamos um posicionamento do próximo governador, Romeu Zema. A expectativa é positiva, de que os trabalhos na MG-760 terão continuidade”, afirmou.

A OBRA

A obra, de 57 quilômetros de extensão, tem orçamento de R$ 110.930.599,83, mas vem dependendo da liberação de novos aportes orçamentários, ao que o governo garantiu que seria feito, mas até o momento nada de concreto aconteceu. Até então a empresa Tamasa vem trabalhando com a promessa de R$ 20 milhões, que a conta-gotas vem sendo liberado com muita dificuldade e atraso desde o ano de 2017.

No último mês de maio, por falta de pagamento, mais de 60 operários mantiveram os braços cruzados na obra. Na ocasião o Movimento MG-760 foi informado que a inadimplência do Estado com a empresa Tamasa em todas as obras tocadas por ela, aproximava-se de três meses.

Compartilhe em suas redes sociais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *