Em BH, Temer anuncia pré-acordo com caminhoneiros. Ele espera fim da greve nesta sexta

O presidente Michel Temer anunciou na noite desta quinta-feira (24), em Belo Horizonte, um acordo com os caminhoneiros para acabar com a greve. Durante evento na Federação das Indústrias de Minas.

REDAÇÃO – O governo e um grupo de caminhoneiros anunciaram após sete horas de reunião, acordo para suspender por 15 dias, a paralisação que afetava estradas de 25 estados e do Distrito Federal. O acordo foi anunciado pelo ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) em entrevista coletiva, na noite desta quinta-feira (24). De acordo com ele, das 11 entidades que participaram das negociações, apenas a União Nacional dos Caminhoneiros não concordou com os termos. A Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) confirmou que também não concorda com a política do governo. Mais cedo, a associação, que reivindica que a redução dos impostos se transforme em lei, abandonou a reunião com o governo.

O presidente da CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos), Diumar Bueno, disse que levará ainda na noite desta quinta-feira (24) o resultado da negociação com o governo para a categoria e espera que a greve dos caminhoneiros comece a ser desmobilizada nesta sexta-feira (25). “Não é possível dimensionar o tempo que vai levar, principalmente pela questão da segurança”, afirmou Bueno. Ainda na reunião, além de zerar a Cide sobre o diesel — medida já anunciada na terça (22).

 Veja pontos do acordo:

–  Preço do diesel será reduzido em 10% e ficará fixo por 30 dias. Nesse período, o valor referência será de R$ 2,10 nas refinarias

– Os custos da primeira quinzena com a redução, estimados em R$ 350 milhões, serão arcados pela Petrobras. As despesas dos 15 dias restantes ficarão com a União como compensação à petrolífera.

– A cada 30 dias, o preço do diesel será ajustado conforme a política de preços da Petrobras e fixado por mais um mês.

– A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai contratar caminhoneiros autônomos para atender até 30% da demanda de frete. O governo editará uma medida provisória.

– Não haverá majoração da folha de pagamento do setor de transporte rodoviário de cargas

– Tabela de frete será reeditada a cada três meses

– Cide, imposto que incide sobre os combustíveis, será zerado em 2018.

– Ações judiciais contrárias ao movimento serão extintas

– Multas aplicadas aos caminhoneiros em decorrência da paralisação serão negociadas com órgãos responsáveis

– Entidades e governo terão reuniões periódicas a cada 15 dias

– Petrobras irá contratar caminhoneiros autônomos como terceirizados para prestação de serviços

(*Com Agência Brasil)

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