Anulação do processo seletivo ainda rende muita confusão em Timóteo

TIMÓTEO – A “baianada” da Fundação Geraldo Perlingeiro de Abreu, que deixou vasar as respostas em gabaritos impressos e anexados em provas do processo seletivo de Timóteo, no último domingo (21), vem rendendo muita insatisfação, desconfiança e um tremendo rolo para a devolução do dinheiro das inscrições.

Após o cancelamento geral do processo seletivo, anúncio feito pelo prefeito Geraldo Hilário Torres, na última segunda-feira (22), logo ao receber a notícia da irregularidade na aplicação das provas,  foi iniciada uma verdadeira corrida entre os candidatos em busca do ressarcimento do pagamento das taxas de inscrições.

O desencontro das informações na Prefeitura, onde os candidatos devem requerer o retorno do dinheiro, tem deixado irritados os inscritos. “São 1.800 candidatos até então lesados. A prefeitura deveria ter aqui na recepção uma ou mais pessoas a disposição para nos receber e prestar todas as informações necessárias. Eu quero o dinheiro da minha filha. É pouco, mais é meu”, disse Fernando Souza, pai de uma candidata ao processo seletivo, que se encontrava perdido entre um balcão e outro.

CONTRATO E DÍVIDA – O JBN apurou na tarde desta quarta-feira (24) que todos os valores pagos pela  inscrição no processo seletivo foram para os cofres da prefeitura. O contrato com a Fundação Geraldo Perlingeiro de Abreu foi firmado em R$ 300 mil. A Fundação recebeu até agora cerca de R$ 56 mil, valor que agora, com o contrato desfeito vem sendo requerido pela prefeitura.

Também foi apurado pelo JBN, que a Prefeitura de Timóteo tem uma dívida antiga com Fundação Geraldo Perlingeiro. Não foi possível apurar os valores exatos da dívida, mas o fato é que a demanda se arrasta desde o mandato do ex-prefeito Sérgio Mendes Pires.

SEM PREJUÍZOS

O prefeito Geraldo Hilário voltou afirmar que a decisão de anular o processo seletivo, como está no decreto, é também um documento para a rescisão do contrato com a Fundação Geraldo Perlingeiro. “Não haverá prejuízo para os candidatos. Todos terão a oportunidade de fazer as provas em outra data ainda a ser marcada ou ao ressarcimento do investimento financeiro caso não haja mais o interesse”, avisou Hilário, que também pediu desculpas aos candidatos.

DENÚNCIA NO MP

Ainda na tarde desta segunda-feira (22), a Procuradoria Jurídica da Prefeitura protocolou no Ministério Público um documento informando o ocorrido,  e ao mesmo tempo responsabilizando a Fundação Geraldo Perlingeiro de Abreu pela situação, visto que o gabarito com as resposta foram impressos e envelopados como anexo das provas.

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