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Prefeito de Timóteo abre Relatório da Auditoria dos Medicamentos. O prejuízo pode chegar a um milhão

TIMÓTEO (Fotos PCReis) – O prefeito de Timóteo, Douglas Willkys (PSB), acompanhado do vice-prefeito José Vespasiano Vespa (REDE) do Controlador Thiago Castro e do secretário de Governo, Jair Eduardo Ribeiro, reuniu a imprensa nesta quarta-feira (8), em seu gabinete, para uma entrevista coletiva visando fazer um balanço dos primeiros trinta dias de governo.

Nas primeiras colocações do chefe do Executivo Municipal, veio à informação de que as surpresas negativas dentro da prefeitura e em todas as repartições públicas estão evidentes devido à falta de planejamento administrativo por parte das administrações anteriores.

O JBN estará publicando ao longo da semana várias reportagens fruto da entrevista coletiva do prefeito Douglas Willkys. O jornal estará publicando as matérias divididas por assunto. Hoje, especialmente será publicada a matéria sobre o assunto “compra de medicamentos”.

AUDITORIA DOS MEDICAMENTOS

A Auditoria instaurada pela gestão interina do ex-prefeito Adriano Alvarenga (PMB) no mês de junho, com objetivo de apurar a compra de medicamentos na gestão do ex-prefeito afastado Geraldo Hilário Torres, apesar de ter sido paga com o dinheiro público, não foi encontrada pela administração do prefeito Douglas Willkys.

Segundo explicou o prefeito, foi necessário requerer junto à empresa responsável pelos levantamentos, um novo relatório, já que a sua administração não encontrou o documento nos arquivos da prefeitura.

RELATÓRIO APONTOU DIFERENÇA DE R$ 991.212,93

O prefeito determinou que a Controladoria da prefeitura continue apurando todas as compras empenhadas e quitadas nos últimos meses.

Conforme explicou o prefeito Douglas Willkys, no relatório, a Auditoria, chegou-se a um total de notas fiscais contabilizadas de R$ 1.937.241,10, que confrontadas com as entradas de mercadorias no almoxarifado totalizam R$ 946.028,17, observada uma diferença de R$ 991.212,93, somente em 2018.

Segundo apontou o relatório, a Auditoria dirigiu-se à servidores do almoxarifado da saúde para pesquisar se havia momentos em que se fazia a entrega de mercadoria direta nas unidades de saúde sem passar pelo controle de entrada e saída do almoxarifado. A Auditoria foi informada que quando ocorre (casos excepcionais) a NF é lançada no sistema VIVER, ou seja, mesmo nestes casos a NFs são lançadas.

NOTAS QUE NÃO PASSARAM NO ALMOXARIFADO

Sendo assim, a Auditoria afirmou que R$ 991.212,93 de notas fiscais foram atestadas como recebidas e reconhecidas na Controladoria e Contabilidade para fins de liquidação e pagamento e não foram recepcionadas e recebidas no almoxarifado. A contagem física das mercadorias compradas no almoxarifado e averiguação no sistema VIVER apresentava números divergentes, sempre com quantitativo físico menor do que se apresenta no sistema.

RELATÓRIO É ENVIADO AO MINISTÉRIO PÚBLICO

Diante do apurado pela Auditoria, o prefeito Douglas Willkys, encaminhou na última terça-feira (7) cópia de todo o processo para a Câmara de Vereadores e ao Ministério Público.

Douglas informou, portanto, que montou uma força tarefa para fiscalizar a compra de medicamentos a partir da sua posse e aprofundar ainda mais nos gastos que já foram feitos nesta área. “Além da auditoria já concluída, temos ainda que averiguar outros gastos em nome da saúde do nosso município”, garantiu.

A reportagem do JBN fez contato com o ex-prefeito Geraldo Hilário Torres (PP), mas até o fechamento desta edição às 21h42 desta quarta-feira (8/08) não enviou a sua versão para o assunto.

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